sábado, 23 de agosto de 2014

VISUAL E CONTEÚDO


Você, por algum motivo, sente-se atraído por uma pessoa. Deseja ser discreto e não sair perguntando por aí... 

Neste caso, a Internet torna-se uma boa ferramenta para obter informações. Basta saber pesquisar e cruzar todas as informações – verificar as fontes e ver o que seriam possíveis verdades ou simples invenções, montagens ou fofocas.

Perfeito. Tudo pronto. Começa a pesquisa e encontra fotos, fotos, fotos... 

Deve existir mais alguma coisa... Os dados são os básicos – nome, idade, cidade e hobbies. 

O que ela pensaria sobre a vida e sobre temas polêmicos? Não haveria algo mais? Não. É só “interface”.* Falta conteúdo. 

Coisa para “one night stand” e não para um relacionamento. 

© profelipe ™

(*) "Interface: a device enabling a user to communicate with a computer..."

REDES SOCIAIS



Não gosto de censura. A Facebook funciona de uma maneira, o Twitter de outra e o Tumblr de outra... Por mim, tudo bem...
Dito isso, uma dica: se possível, evite reclamar da ferramenta (o Facebook, por exemplo) e seja claro com a sua irritação e com a pessoa “X” e pronto.
Outra coisa: se um dos seus “5.000 amigos do Facebook” não te cumprimentar numa "boite" barulhenta, escura, depois das 3 horas da manhã... Por favor, não leve pelo lado pessoal...
Existem dois mundos: o real e o virtual... E, claro, existe uma “interação” entre esses “universos”... Seria razoável saber lidar com as múltiplas e infinitas possibilidades dessas relações antes de resolver “brincar” de se expor e de se relacionar com os outros – on line ou não...
Ah, mais uma coisa (e essa, de fato, é importante): eu posso estar completamente errado.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

BADOO

Depois do fim do Second Life e do fim (próximo) do Orkut, criei uma certa desconfiança quanto as chamadas “redes sociais” (também não gosto desse nome).
Eu uso mesmo o Facebook, o Twitter e .a.d.o.r.o. o Tumblr.
Apesar de ter sido criado em 2006, eu ainda não havia tido contato com o Badoo. Resolvi conhecê-lo.
Pareceu-me algo meio surreal... Para começar, é dito que não existem perfis falsos*...
É impossível a existência da internet sem a possibilidade de hackers e de informações falsas. Simples assim.
Ainda não naveguei o suficiente no website, mas encontrei garotas bonitas e jovens (pelas .f.o.t.o.s.) cujo principal interesse seria “sexo sem compromisso” (?!).
Não que algo assim não exista, o problema (para mim, pelo menos) é compreender um perfil nesse modelo numa “rede social” sem falar explicitamente em “escort girl” ou alguma coisa do gênero.
Fiquei sabendo, em menos de meia hora no website, que uma garota gostou de mim e que três outras gostaram das minhas fotos. Conclusão?! Nenhuma. Não pareceu-me algo relevante.

(*) Aliás, coloquei (de propósito) alguns dados pessoais fictícios no meu perfil.


© profelipe ™ 13-08-2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

NOVELA E COMPORTAMENTO


Houve um tempo em que a novela era transmitida pelo rádio. Existia também em forma de revista - a fotonovela. A sofisticação do formato veio com a televisão.
O sucesso da novela brasileira ultrapassou os limites do país. Entretanto, o seu conteúdo não pode deixar ser problematizado.
Na época do regime militar, tratava-se de um meio claro de alienação das pessoas (e ainda sofria censura por parte dos governantes).
Com a redemocratização, as temáticas mudaram e ficaram mais próximas da realidade das pessoas. Foram discutidas ainda problemáticas consideradas polêmicas, como o homossexualismo e o preconceito diante de algumas doenças.
O essencial, porém, permaneceu: a dicotomia entre o bem e o mal, o excesso de drama e a visão simplista (e ideológica) da sociedade brasileira.
Num país em que a educação não é levada a sério, os professores recebem mal e as escolas tornaram-se um meio de enriquecimento para poucos, as novelas acabaram assumindo um papel importante no que diz respeito ao comportamento dos cidadãos.
Em suma, as pessoas aprendem como se relacionar umas com as outras a partir do que assistem em novelas. Aqui está o problema: na telinha, as pessoas gritam (não conversam), são agressivas, violentas e manipuladoras como se isso representasse o “cotidiano normal” de cada um. Não é verdade. Mas para quem não vai à escola, não tem um pai dentro de casa (ou alguma pessoa que represente a figura da autoridade), o que é visto na televisão aparece quase como normas de comportamento social.
Tudo piora quando surgem, nos intervalos da novela, os tais comerciais que, com produções requintadas, mostram uma infinidade de produtos que seriam sinônimos de prazer, conforto e modernidade. O telespectador é avisado que poderia possuir tudo aquilo a partir de parcelas “infinitas” que caberiam no seu orçamento. Trata-se de uma armadilha e a inadimplência só comprova isso.
O mais grave é o que isso faz com o jovem: é estimulado o desejo por bens materiais; não existem, no entanto, escolas adequadas e nem empregos para todos. Indiretamente, a alternativa seria a criminalidade, afinal, só se envolvendo com atividades como o roubo e o tráfico de drogas, o tal jovem conseguiria dinheiro para possuir os cobiçados bens e fazer sucesso nas “baladas”.
O resultado de tudo isso está na insegurança das cidades. Aumentar o número de policiais e de presídios não mudará esse quadro. A questão social – com o uso irresponsável dos meios de comunicação – é bem mais complexa do que as soluções simplistas de políticos que só pensam em garantir lugares no poder.
© profelipe ™ 11-08-2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

RIVOTRIL E ÁLCOOL (ou “Stairway To Heaven” ou ainda “Highway To Hell”)


A minha médica recomendou, quando receitou o Rivotril pela primeira vez, que não podia misturar o remédio com o álcool. Fiz isso durante anos. Quando você está em uma crise séria de depressão (e não gosta sofrer), você segue corretamente as orientações médicas.
Eu não gosto de dor e não tenho perfil psicológico para extremos como sádico ou masoquista. Sobraria admitir (o que eu mais detesto): eu seria uma pessoa normal. Entretanto, as coisas nunca são simples.
Álcool não combina com depressão. É verdade. Eu bebo cerveja e tenho um histórico de depressão. Não tenho ressaca “moral” faz tempo. Isso não existe para mim.
Sóbrio ou não, penso antes de fazer algo e se optei por fazer, faço e pronto. A vida é curta demais para arrependimentos (e longa demais para quem tem autocrítica e analisa bastante as coisas, procurando ir além da aparência e do imediato).
Assim como acredito que o álcool “potencializa” os efeitos do Rivotril (o que é bom), ele também, em excesso, pode causar o que eu chamaria de ressaca “depressiva”. Não é tristeza, nem arrependimento ou algo como ressaca “moral”.
A ressaca “depressiva” acontece quando você experimenta o péssimo sentimento vivido numa crise de depressão que pode levá-lo ao suicídio. Não é só uma ressaca. Não é uma crise de depressão.
Entretanto, não é nem um pouco agradável sentir (mesmo que por uma manhã ou uma tarde) aquela “coisa” da depressão. Uma boa dose de Rivotril ajuda num momento como este (por isso, aliás, sou contra aqueles que “matam o efeito do remédio” por causa da vulgarização - excesso – do uso).
Em suma, vejo o Rivotril como um plano B. Ele é necessário (é muito bom saber que ele existe). Quanto ao álcool, com a lei seca, tive duas opções: parar de dirigir ou parar de beber. Parei de dirigir. Não bebo sempre nem todo dia. Não nego que gosto de saborear uma cerveja principalmente no verão. Quando bebo, diferente de muitas pessoas, evito ficar “tonto”. Bebo pelo prazer de beber e não para esquecer algo ou fugir da realidade. O problema com o álcool é o autocontrole. Falar é diferente de fazer. Prometer que terá autocontrole da próxima vez significaria um passo para o alcoolismo mesmo.
O que fazer?
Em primeiro lugar, nada de promessas...
Segunda dica: a pessoa deve fazer o que gosta aqui e agora: gosta de beber, beba; gosta de fumar, fume. Existem consequências, claro. Mas elas ocorrem tanto para aqueles que não são considerados “santos” como com para aqueles defendem os princípios do “politicamente correto”.  
Em terceiro lugar e o mais importante: seja feliz e viva intensamente o seu prazer aqui e agora.

© profelipe

segunda-feira, 7 de julho de 2014

MENTIRAS


"White lie definition, a minor, polite, or harmless lie."

Sim, você pode MENTIR para ser educado ou acreditar numa mentira com a mesma intenção.

Exemplo: a pessoa pergunta: "como você está?" e você responde: "tudo bem". De fato, porém, a sua cara conta a sua tristeza ou o seu tédio, mas você não quer conversar sobre isso e quem perguntou não está efetivamente interessado em seus problemas.

O PROBLEMA é quando a pessoa MENTE para ENGANAR na medida em que ela espera que você acredite naquela bobagem. Quando isso acontece, a pessoa que mente acredita que você seria um idiota. NÃO DÁ.

Ninguém engana ninguém. Então, sinceramente, não sei por que tantas pessoas (principalmente aquelas mais próximas, como familiares e amigos) insistem em mentir como estratégia de manipulação.

Se quer agir de má fé, prejudicar o próximo ou algo assim; seria melhor assumir isso e partir para o massacre do outro. O outro, assim, poderia jogar de igual para igual. Venceria o melhor (ou pior, sei lá).

Agora MENTIR para MANIPULAR o outro, claro, é uma demonstração de covardia e incompetência. Pior: a estratégia NÃO funciona, afinal, ninguém engana ninguém.