terça-feira, 4 de novembro de 2014

JP The Guardian



Na entrevista ao The Guardian, Jimmy Page afirmou que o show da O2 Arena (2007) veio para consertar as apresentações equivocadas que aconteceram tanto no Live Aid (1985) como no Atlantic Records 40th Anniversary (1988).

Quando questionado sobre o convite de Robert Plant para o projeto da MTV, Jimmy Page disse que ficou surpreso ao encontrar, entre os músicos do ex-vocalista do Led Zeppelin, Porl Thompson, ex-guitarrista do The Cure, e observou ironicamente: “o que esse cara faz, obviamente eu faço.” Certamente, apesar da insistência de Robert Plant, não havia a necessidade de Porl Thompson no projeto.



© profelipe ™ 

CRÉDITO NO NATAL

Agora, em novembro, aparece o tal mutirão para limpar o nome (SPC-Serasa). Coincidência? Claro que não.
Uma parte importante da população brasileira (40%) está inadimplente.
O Natal é o ponto alto de vendas no capitalismo ocidental. Os salários são baixos. 
O crédito, assim, torna-se um mecanismo fundamental para que a troca de presentes ocorra “normalmente” como todo ano.
Se o indivíduo questionasse o verdadeiro significado do Natal, talvez não precisasse cair em outra armadilha burguesa.
Se o indivíduo fizesse o óbvio, ou seja, com o salário em mãos, ele compraria e pagaria o que o seu dinheiro permitisse (sem optar por financiamentos), provavelmente a sua vida seria mais simples e ele teria menos ansiedade e até dormiria melhor.
Mas (como dizem) o “se” não existe.
O que existem são propagandas que prometem o impossível, que omitem o valor final da mercadoria e só mostram o “pequeno valor” da parcela “que caberia no bolso” do consumidor.
O pior é que existe empresa que oferece “ajudar” o inadimplente com uma oferta "generosa" de dinheiro para poder comprar mais produtos (que, normalmente, ele não precisaria, como, por exemplo, uma televisão de última geração).
Alguns poderiam afirmar que tudo isso não passaria de “um discurso de comunista mal-humorado que não suporta ver as pessoas felizes”...
O problema é que as pessoas (em sua maioria) já estão bastante irritadas e a promessa da ilusão do presentes natalinos parece, desta vez (pelo menos), não alterar muito o senso de humor delas.
© profelipe ™

JIMMY PAGE NA FRANÇA



Uma das melhores entrevistas do Jimmy Page (em 2014) foi essa para Le Grand Journal.
Aparece um belo vídeo (fantástica edição!!) explicando o mito do Led Zeppelin.
Em seguida, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, explica o papel de cada músico no grupo, com destaque para John Bonham, “um baterista que tocava de uma maneira como se a sua vida dependesse daquilo.”
Depois aparecem as questões mais específicas para os franceses.
Deve ser lembrado que a receptividade na TV francesa em 2014 foi bem diferente de outra, em 1969, quando a banda tocou num programa “Tous Em Scene”. Naquela ocasião, o público ficou bastante indiferente ao grupo. 
Era o início da carreira. Eram desconhecidos. 
Agora, porém, em 2014, Jimmy Page teve o tratamento que merecia por um canal francês.


© profelipe ™  

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

FOFOCAS, BANALIDADES E MÉTODOS

Gostar de fofocas não é um erro. Acreditar nelas pode ser desastroso.
Desde sempre, de qualquer maneira, todo mundo fala de todo mundo. Não dá para levar a sério, claro. Pode ser divertido ou não.
Ser objeto (das fofocas) é outro problema – e que não será tratado aqui.
O que importa é saber (já que resolveu ouvir “aqueles segredos”) o que poderia ser verdade ou não.
Existe um método para isso. É uma mistura de análise de conteúdo com algumas técnicas de tortura (rsrs).
Os torturadores quando prendem mais de dois suspeitos costumam colocá-los em salas separadas e, claro, procuram monitorá-los ao mesmo tempo durante os interrogatórios.
Várias perguntas, várias mentiras, mais torturas, mas invenções e assim por diante.
A questão é que, em algum momento (depois de muita dor), os torturados, no universo de bobagens que conseguem inventar, “soltam” um ou outro fato verdadeiro. Aqui está a chave.
Se eles são monitorados ao mesmo tempo, quando aparece “algo em comum e diferente” no universo das mentiras, claro, trata-se de uma pista importante e que merece ser pesquisada (infelizmente, no exemplo citado, com mais e piores torturas).
Acontece algo parecido com as fofocas.
Não é relevante ouvir a mesma invenção contada por diversas pessoas em momentos diferentes. Isso foi feito de propósito e só os ingênuos acreditam no que, de fato, são boatos.
O que importa, ao ouvir tudo que todos comentam em diferentes momentos e lugares, é identificar dois ou três eixos que, indiretamente, aparecem nas histórias (quase que espontaneamente).
Isso acontece porque o boato para ganhar alguma veracidade, obviamente, precisa conter algo verdadeiro. Em outras palavras, inventar algo que o Pelé teria dito ou feito, com certeza, deveria aparecer na história, por exemplo, algo associado às loiras (ele namorou a Xuxa quando a apresentadora tinha 18 anos).
Voltando ao tal “método”.
O foco nos dois ou três eixos (diante do universo de mentiras contadas) permite identificar o perfil da pessoa em questão (ou parte do perfil). Sabendo quem realmente é a tal pessoa, fica mais fácil lidar com ela e não cair nas armadilhas e ilusões que eventualmente ela possa criar.
Outro exemplo. Muitas pessoas falam (até hoje) horrores a meu respeito. Inventam histórias. Constroem lendas. De alguma maneira, essas fofocas chegam a mim (talvez seja esse mesmo o objetivo).
Normalmente, um amigo preocupado vem me perguntar se realmente seria verdade a história que fiz “um striptease numa rave com mais de 2.000 pessoas em São Paulo”.
O tal amigo, primeiro, deseja me incomodar. Essa é a sua intenção inicial: gerar um mal estar no meu cotidiano (principalmente se ele perceber que estou feliz).
Em segundo lugar, o tal amigo precisa saber se a história seria verdadeira ou não, afinal, aquilo seria um divisor de águas, ou seja, ele não poderia ser associado a um sujeito que fez “um striptease numa rave com mais de 2.000 pessoas em São Paulo”.
Eu nunca fiz striptease (só para constar). Portanto, tal fofoca seria irrelevante no universo de mentiras que contam a meu respeito.
Agora, se o tal amigo que saber mais e “montar a minha ficha”, saberá mais e mais histórias e, se for esperto, poderá identificar os tais dois ou três eixos e, assim, percebendo o meu verdadeiro perfil, claro, poderá decidir se eu seria digno ou não de sua amizade.

MAGIA

O ritmo de "Sympathy For The Devil" foi influenciado pelo samba, que Jagger e Richards conheceram em sua visita ao Brasil. A letra é excelente:. a formalidade do início, os eventos históricos e, no final, a revelação do nome do sujeito. É interessante que os Rolling Stones não insistiram na fórmula e nem em coisas associadas ao ocultismo. 
 
O Black Sabbath, por exemplo, construiu a sua história a partir desta ideia, mesmo os seus membros não sendo ocultistas. Na verdade, eles queriam que a música e as letras do grupo tivessem o impacto parecido ao que os filmes de terror causavam. Nem todos entenderam a mensagem do grupo desta maneira.
 

Os músicos do Led Zeppelin, especialmente o Jimmy Page, não escondiam a simpatia pelo ocultismo. Apesar de influenciar algumas letras da banda, Robert Plant tratou de outros temas nas músicas do Zeppelin. Cada álbum era diferente e eles tocavam diversos estilos, incluindo o "folk" e o "blues".
 

Ao longo da história do rock, o ocultismo acabou associado ao heavy metal e aos estilos parecidos. O som pesado parecia adequado. Entretanto, não pode deixar de ser levar em conta que, na sua origem, na década de 1950, o rock era tido como a "música do diabo". Certamente, a dança, considerada sensual, na época, e o sentimento de rebeldia dos jovens devem ter contribuído para o rótulo. 

Contudo, algumas décadas depois, o rock não assusta mais. Ao contrário, foi incorporado na indústria cultural e seus líderes, antes rebeldes, passaram a receber condecorações da rainha da Inglaterra, como "Sir" Mick Jagger.

domingo, 2 de novembro de 2014

RELIGIÃO, AMEAÇA E FUTURO

Tive uma fase religiosa importante entre 1976 e 1978. 
Respeito as religiões embora não concorde com várias teorias. 
Faz parte, nesta forma de conhecimento, tratar do futuro. Ele aparece, na prática, como uma garantia do comportamento adequado das pessoas no presente.
O processo é simples: errar no presente significa pagar (caro) no futuro.
A ameaça de um futuro sombrio (e eterno) funciona na maioria dos casos.
Acredita quem quer.
O futuro (não só nas religiões) é um mecanismo fundamental para gerar riquezas e bens materiais para algumas pessoas no presente (os líderes, obviamente).
O futuro não existe. O passado é recuperado para compreender (ou para não viver) o presente.
O que existe é o aqui e o agora.
É uma demonstração de insegurança tanto fazer ameaça como acreditar nela. Uma ameaça (o nome diz) é só uma ameaça. Não é um fato.
Dizer, por exemplo, que destruirá o outro é um discurso. Se quem ameaça tivesse tal poder, não falaria, destruiria e pronto (isso vale desde brigas de gangues até ameaças na política ou na religião).
No conhecimento teológico, o problema é mais complicado no que diz respeito ao futuro. A questão é por que a pessoa deixa de viver o aqui e o agora para gastar o seu tempo em querer saber como será o futuro. Ela perde a vida real (que não repete) em nome de algo que não existe.
O problema não está no futuro. Ele está na escolha da pessoa que deixa de viver o presente, o cotidiano. Essa escolha não acontece por acaso. Normalmente a pessoa deseja fugir da realidade. Não quer ver, não quer sentir, não quer saber do que acontece ao seu redor no aqui e no agora. Não dá conta de lidar com a complexidade do cotidiano e, então, escolhe a ilusão. Karl Marx estava correto ao dizer que “a religião seria o ópio do povo”.

Undead © profelipe ™

Quando sou reconhecido em algum lugar, logo aparece o termo “professor”, o que significa uma forma de respeito e (ainda) como sou percebido no imaginário das pessoas. Gosto dessa parte.
Existe, por outro lado, a coisa de estar diante de “um fantasma”.
Algumas pessoas ficam constrangidas ao me encontrar e ter que trocar algumas palavras comigo. Elas ficam sem graça como se eu tivesse o poder de saber o que elas falam de mim para os outros.
Claro que existem pessoas que percebem que “me perderam” mesmo que eu ainda esteja vivo.
Chega a ser irônico.
Não tenho contato “real” com as pessoas (só escrevo textos na internet) e deixei de dar aulas em 2008.
É agradável saber que após seis anos existe alguma memória do contado que elas tiveram comigo. No entanto, o cenário “carregado” que surge (algumas vezes) é bastante estranho.
Penso demais. Analiso demais. Leio bastante. Provavelmente eu esteja equivocado e todas essas coisas só existam na minha cabeça.
Existe filósofo que acredita que “os pensamentos que chegam ao ser humano”. Se isso for verdade, talvez a minha fonte goste de brincar (algumas vezes) com a minha mente. Talvez.