... Influenciado por um depoimento de Henry Miller - "mas eu não vou parar de escrever, pelo menos vou querer me divertir com isso; estou cansado de fazer coisas longas, sombrias e sérias" - e pela leitura de "Mitologias" de Roland Barthes, comecei a escrever textos opinativos sobre vários temas ... © profelipe ™
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
CONSIDERAÇÕES ÓBVIAS SOBRE CASAS NOTURNAS
√ Diante de qualquer problema, o funcionário costuma dizer "é assim e quem manda é o dono".
√ Então... Imagino que o dono de um bar ou boite deveria saber que o funcionário mais importante da sua casa seria justamente o primeiro que teria contato com o cliente, na entrada, na portaria.
♥ Algo como "boa noite"... educação, bom humor, cordialidade... essas coisas fazem muita diferença e, de certa forma, "convida" mesmo o cliente a entrar no ambiente.
† Portanto, não entendo lugares que colocam (em suas portarias) seguranças terceirizados, mal humorados... com aquela cara fechada como que dizendo que odeia o seu trabalho e o lugar onde trabalha...
† Trata-se, normalmente, de um lugar que "se acha" acima de todos e que ali estariam fazendo um grande favor em deixar algumas pessoas entrarem e consumirem o que poderia existir de melhor no nosso planeta. Existem algumas casas noturnas assim em Uberlândia. Chega a ser risível.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
FASE
Uma amiga me disse no último fds: "olha, não é porque você não tem compromisso que todo mundo vive assim..."
Ela está certa.
As pessoas, no geral, correm bastante [para onde mesmo?], atrasadas, com muitos compromissos em nome de planos que se realizarão no .f.u.t.u.r.o.
Ou seja, elas perdem a vida no .a.q.u.i. e .a.g.o.r.a. [o que acontece, de fato, no presente] em nome de algo que .n.ã.o. .e.x.i.s.t.e. [o futuro].
Pode ser [uma fuga] interessante. Mas já passei da fase.
Ela está certa.
As pessoas, no geral, correm bastante [para onde mesmo?], atrasadas, com muitos compromissos em nome de planos que se realizarão no .f.u.t.u.r.o.
Ou seja, elas perdem a vida no .a.q.u.i. e .a.g.o.r.a. [o que acontece, de fato, no presente] em nome de algo que .n.ã.o. .e.x.i.s.t.e. [o futuro].
Pode ser [uma fuga] interessante. Mas já passei da fase.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
PROFISSÃO & REFLEXÃO
O que fazer quando a
profissão que escolheu – após décadas – parece não lhe dar mais
prazer?
Penso aqui no tipo de indivíduo que acredita que o seu trabalho contribui também para a sociedade (e, portanto, não trabalharia só por dinheiro).
Michel Foucault, após trabalhar (décadas) como professor e ter ficado conhecido como um dos principais intelectuais do mundo por causa das publicações de seus livros, pensou seriamente em abandonar tudo e começar com outra profissão:
“Foi na época em que queria sair do Collège de France. ‘Uma coisa é certa, não vou recomeçar o meu curso no ano que vem,’ diz no início de 1984 a Pierre Bourdieu (...) Foucault falava também, várias vezes, em parar de escrever. (...) Foucault acha que o preço a pagar pela ‘glória’ é alto demais. Porém o que pode fazer? Como mudar de vida quando se tem quase sessenta anos? Ele pensa no jornalismo. Gostaria de escrever crônicas sobre geopolítica.” (Didier Eribon, Michel Foucault – Uma Biografia, p. 301)
Dar aulas pode tornar-se repetitivo. Faltam, algumas vezes, desafios. Agora escrever deveria ser um prazer. Foucault não pensava assim. A fama e ‘glória’ podem ser, pelo seu discurso, cansativas.
“(...) ‘a gente começa a escrever por acaso e continua pela força das circunstâncias.’ Repete que escrever não é uma atividade que realmente ele escolheu.” (Didier Eribon, Michel Foucault – Uma Biografia, p. 301)
Michel Foucault não realizou os seus desejos porque faleceu em 1984.
Um outro autor (mais importante do que Foucault) viveu em uma época diferente: Karl Marx. Foucault vinha de uma família rica, Marx não. Foucault queria mudar de profissão, Marx não. De fato, apesar de ser nietzscheano, Foucault admitia que as leituras das obras de Freud, Marx e Nietzsche foram fundamentais na sua carreira.
Marx, na velhice, “sentia-se menos capaz das campanhas ativas de sua juventude e anos intermediários; o excesso de trabalho e a pobreza tinham-lhe minado a resistência; vivia cansado, com frequência enfermo, e começou a preocupar-se com a saúde.” (Isaiah Berlin, Karl Marx, p. 246)
Além disto:
“A impaciência e irritabilidade aumentaram com a velhice e ele tomou cuidado para evitar a companhia de pessoas que o aborreciam e a quem desagradava com suas opiniões. Tornou-se mais difícil no relacionamento pessoal.” (Isaiah Berlin, Karl Marx, p. 246)
Provavelmente os exemplos citados (principalmente no caso de Marx) não serviram muito para responder o que seria a problemática central deste texto. Contudo, as ideias aqui apresentadas podem servir como reflexão no sentido do que fazer e como se comportar quando a crise da meia idade deixa de ser só um conceito (distante) e torna-se uma realidade.
© profelipe ™ 30-09-2015
Penso aqui no tipo de indivíduo que acredita que o seu trabalho contribui também para a sociedade (e, portanto, não trabalharia só por dinheiro).
Michel Foucault, após trabalhar (décadas) como professor e ter ficado conhecido como um dos principais intelectuais do mundo por causa das publicações de seus livros, pensou seriamente em abandonar tudo e começar com outra profissão:
“Foi na época em que queria sair do Collège de France. ‘Uma coisa é certa, não vou recomeçar o meu curso no ano que vem,’ diz no início de 1984 a Pierre Bourdieu (...) Foucault falava também, várias vezes, em parar de escrever. (...) Foucault acha que o preço a pagar pela ‘glória’ é alto demais. Porém o que pode fazer? Como mudar de vida quando se tem quase sessenta anos? Ele pensa no jornalismo. Gostaria de escrever crônicas sobre geopolítica.” (Didier Eribon, Michel Foucault – Uma Biografia, p. 301)
Dar aulas pode tornar-se repetitivo. Faltam, algumas vezes, desafios. Agora escrever deveria ser um prazer. Foucault não pensava assim. A fama e ‘glória’ podem ser, pelo seu discurso, cansativas.
“(...) ‘a gente começa a escrever por acaso e continua pela força das circunstâncias.’ Repete que escrever não é uma atividade que realmente ele escolheu.” (Didier Eribon, Michel Foucault – Uma Biografia, p. 301)
Michel Foucault não realizou os seus desejos porque faleceu em 1984.
Um outro autor (mais importante do que Foucault) viveu em uma época diferente: Karl Marx. Foucault vinha de uma família rica, Marx não. Foucault queria mudar de profissão, Marx não. De fato, apesar de ser nietzscheano, Foucault admitia que as leituras das obras de Freud, Marx e Nietzsche foram fundamentais na sua carreira.
Marx, na velhice, “sentia-se menos capaz das campanhas ativas de sua juventude e anos intermediários; o excesso de trabalho e a pobreza tinham-lhe minado a resistência; vivia cansado, com frequência enfermo, e começou a preocupar-se com a saúde.” (Isaiah Berlin, Karl Marx, p. 246)
Além disto:
“A impaciência e irritabilidade aumentaram com a velhice e ele tomou cuidado para evitar a companhia de pessoas que o aborreciam e a quem desagradava com suas opiniões. Tornou-se mais difícil no relacionamento pessoal.” (Isaiah Berlin, Karl Marx, p. 246)
Provavelmente os exemplos citados (principalmente no caso de Marx) não serviram muito para responder o que seria a problemática central deste texto. Contudo, as ideias aqui apresentadas podem servir como reflexão no sentido do que fazer e como se comportar quando a crise da meia idade deixa de ser só um conceito (distante) e torna-se uma realidade.
© profelipe ™ 30-09-2015
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
CASTELO DE CARTAS
Você foi uma pessoa interessante até chegar na faculdade...
Aprendi muito com você...
Depois você "parou" no que imaginou que seria o "auge"...
Não percebeu que não existe o "auge" na vida...
A vida não acontece numa "linha evolutiva"...
É engraçado como que quando as pessoas estão naquilo que chamam de "auge" desconsideram as velhas amizades e acreditam [investem] nas relações equivocadas...
Algumas pessoas precisam de décadas para compreender isso...
A "conta" chega e o preço é emocionalmente [bastante] alto para quem se recusou a lidar com a realidade e preferiu a ilusão...
Não sinto pena. Não sinto satisfação. Pior. Não sinto coisa alguma.
Aprendi muito com você...
Depois você "parou" no que imaginou que seria o "auge"...
Não percebeu que não existe o "auge" na vida...
A vida não acontece numa "linha evolutiva"...
É engraçado como que quando as pessoas estão naquilo que chamam de "auge" desconsideram as velhas amizades e acreditam [investem] nas relações equivocadas...
Algumas pessoas precisam de décadas para compreender isso...
A "conta" chega e o preço é emocionalmente [bastante] alto para quem se recusou a lidar com a realidade e preferiu a ilusão...
Não sinto pena. Não sinto satisfação. Pior. Não sinto coisa alguma.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
VIVER
...algumas pessoas da minha idade afirmam que eu "chutei o balde" ou desisti da vida...porque vou em boites, bares, ouço heavy metal, ando de skate...enfim, faço o que eu quero...
...essas mesmas pessoas passam o fds trancadas em casa, vendo TV, tomando seus remédios controlados e engordando numa rapidez que causaria inveja a um filhote de elefante...
...e eu que desisti de viver??! ok ok...
...essas mesmas pessoas passam o fds trancadas em casa, vendo TV, tomando seus remédios controlados e engordando numa rapidez que causaria inveja a um filhote de elefante...
...e eu que desisti de viver??! ok ok...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O PREÇO DA ILUSÃO
você esconde atrás da ilusão...
você foge dos seus verdadeiros traumas como o diabo foge da cruz...
isso tem um preço...
um dia, porém, eles, os traumas, serão revelados (para você)...
neste momento, você encontrará as suas verdadeiras companhias: loucura, alzeimer, morte...
todo o processo será lento, muito lento...
é o tal preço...
a velha culpa que sempre criou uma mal estar na sua noite reinará absoluta...
o seu sofrimento parecerá eterno...
diante do que você fez, isso seria o mínimo que poderia acontecer...
você foge dos seus verdadeiros traumas como o diabo foge da cruz...
isso tem um preço...
um dia, porém, eles, os traumas, serão revelados (para você)...
neste momento, você encontrará as suas verdadeiras companhias: loucura, alzeimer, morte...
todo o processo será lento, muito lento...
é o tal preço...
a velha culpa que sempre criou uma mal estar na sua noite reinará absoluta...
o seu sofrimento parecerá eterno...
diante do que você fez, isso seria o mínimo que poderia acontecer...
sábado, 12 de janeiro de 2013
CRISE DE IDENTIDADE
"Uma menina sabe quando ela se torna uma mulher quando fica menstruada." (Camille Plagia)
O problema vem depois de alguns anos, quando ela tem uma crise de identidade. Ela sabe disto quando um homem heterossexual não quer fazer sexo com ela. Ele se torna seu amigo, só isso. Ela sente como se ela não fosse mais atraente do ponto de vista sexual.
Todo homem heterossexual é obsessivo com sexo. Ele é um "voyeur" e ele quer fazer amor com toda garota do mundo.
A mulher precisa se sentir sexualmente desejada. Se isso não acontece, significa crise. Ela se sente feia ou gorda. Ela acha que perdeu o seu lugar no mundo.
Normalmente isso acontece quando ela tem 25 anos de idade ou mais. Ela não se casou e o seu trabalho é a coisa mais importante em sua vida. Ela tem seus amigos - a maioria das mulheres. Mas alguma coisa está faltando.
A idade não é a melhor amiga de uma mulher. Ela sabe disto em sua primeira crise de identidade. A partir daí, a tendência é que as coisas piorem ...
O problema vem depois de alguns anos, quando ela tem uma crise de identidade. Ela sabe disto quando um homem heterossexual não quer fazer sexo com ela. Ele se torna seu amigo, só isso. Ela sente como se ela não fosse mais atraente do ponto de vista sexual.
Todo homem heterossexual é obsessivo com sexo. Ele é um "voyeur" e ele quer fazer amor com toda garota do mundo.
A mulher precisa se sentir sexualmente desejada. Se isso não acontece, significa crise. Ela se sente feia ou gorda. Ela acha que perdeu o seu lugar no mundo.
Normalmente isso acontece quando ela tem 25 anos de idade ou mais. Ela não se casou e o seu trabalho é a coisa mais importante em sua vida. Ela tem seus amigos - a maioria das mulheres. Mas alguma coisa está faltando.
A idade não é a melhor amiga de uma mulher. Ela sabe disto em sua primeira crise de identidade. A partir daí, a tendência é que as coisas piorem ...
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