Ontem os principais candidatos nas eleições de 2014 elogiaram a figura
do empreendedor. Bobagem. Reproduzem mais uma estupidez ideológica
capitalista.
Criar empregos e bons salários nunca foram os objetivos no capitalismo. O
sistema existe a partir da exploração de uma minoria contra uma
maioria.
O que foi sempre criado (neste modo de produção) foi uma massa cada vez maior de desempregados. Sempre foi assim.
Depois da última revolução tecnológica, porém, o sonho de qualquer
patrão tornou-se realidade. As greves perderam o sentido. Os
sindicalistas passaram a reivindicar menores (!!) salários.
O contexto era o do desemprego estrutural (o trabalhador perdia ao mesmo
tempo o emprego e a profissão - numa produção que passou a ser definida
a partir do uso das máquinas).
Tornou-se rotina a demissão de milhares de trabalhadores de uma única vez em uma única empresa.
Não caberia, ideologicamente, resolver os problemas da maioria.
Então, estrategicamente deslocou-se a problemática, ou seja, como “a
culpa seria do trabalhador”, claro, nada mais “justo” do que colocar
nele "a resposta": surgiu o elogio ao empreendedorismo.
Em suma, a intenção não era resolver o problema do desemprego e sim encontrar um culpado.
A “solução” do empreendedorismo não poderia dar certo.
Todos sabem que
a maioria absoluta
(dos que abrem uma pequena empresa)
decreta falência em um curto período de tempo.
A maldade, no entanto, não possui limite. É incentivada ainda, na
atualidade, a demissão voluntária do funcionário que possui estabilidade
no emprego. Se esse funcionário aceita a proposta indecente, alienado,
pega o dinheiro e investe na sua empresa que deixará de existir em menos
de dois anos.
© profelipe ™ 17-09-2014
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